Arquivo de 24 de Dezembro de 2009

FELIZ NATAL! - Poema \

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Nêumanne discurso - João Pessoa

O jornalista José Nêumanne Pinto foi escolhido por seus colegas na Academia Paraibana de Letras Ângela Bezerra de Castro e Gonzaga Rodrigues para apresentar (discursar no lançamento) o livro de ambos José Maranhão, uma vida de coerência, biografia do governador da Paraíba, que acaba de ser publicada pela Editora Paz e Terra. A noite de autógrafos teve lugar no auditório da Unipê, o mesmo em que Nêumanne tomou posse, em setembro do ano passado, na cadeira nº 01, de Augusto dos Anjos, da Academia Paraibana de Letras (APL), na terça-feira 15 de dezembro de 2009. Nêumanne se referiu às frases de um jornalista paraibano como ele, Assis Chateaubriand, e de um político como Maranhão, Luiz Inácio Lula da Silva, para destacar como apresentador e biografado trafegam na contramão dos maus costumes brasileiros de trocar de partido e abandonar ideais nestes nossos tempos. Lula se definiu uma “metamorfose ambulante”, citando Raul Seixas. E Chatô disse ser a coerência “a virtude dos imbecis”. O escritor paraibano indicou identidades de sua trajetória profissional com a vida pessoal e política do governador paraibano, principalmente o retorno às raízes e a fidelidade a ideias e convicções, uma raridade no atual mundo materialista e oportunista e principalmente no Brasil contemporâneo. Por isso, convidou o governador para presidir o “sindicato dos imbecis”, reivindicando para ele mesmo a vice-presidência. abrindo as inscrições e manifestando a esperança de que o sucesso de Maranhão, governador de seu Estado natal pela terceira vez, e a carreira dele próprio em jornal, rádio e televisão no Sudeste do País, impeçam a unanimidade dos oportunistas triunfantes sobre a coerência e a lealdade. Ângela Bezerra de Castro disse que a leitura de Nêumanne comprova que os autores atingiram o objetivo do livro. Gonzaga Rodrigues confessou que, sendo um jornalista provinciano, jamais se manifestaria de forma tão ousada como o apresentador. E José Maranhão comungou com o clima descontraído dos discursos anteriores, aceitando a pecha de “imbecil” no bom sentido e lembrando um episódio histórico exemplar: chamado por um colega de coligação partidária a aderir ao partido político que apoiava a ditadura militar para se salvar da cassação dele ouviu a promessa de um “guarda-chuva” para sua atuação parlamentar. Sua resposta foi: “sou sertanejo, meu amigo. Para mim, chuva é bênção, não maldição”. E foi cassado.

José Nêumanne - Da esquerda para a direita: o jornalista e escritor José Nêumanne Pinto, Professor José Jackson de Carvalho, presidente da Academia Paraibana de Filosofia, Bertrand Asfora, representante do Ministério Público, deputado Gervásio Maia, governador José Maranhão (PMDB), José Loureiro Lopes, reitor da Unipê, vice-governador Luciano Cartaxo (PT), Otacílio Cartaxo, diretor da Receita Federal, Juarez Farias, presidente da Academia Paraibana de Letras, e Sales Gaudêncio, secretário da Educação do Estado da Paraíba e coordenador editorial do livro.

Nêumanne e José Maranhão, uma vida de coerência - 15 dezembro 2009